Uma instalação comestível para pensar a alimentação e a oralidade enquanto lugares de conhecimento, resiliência e afetividade.

Tipologia do Projeto
#artístico #residência artística #pedagógico
categoriaS
#instalação #som #investigação #território
CURADORIA e Organização
Hélder Folgado, Câmara Municipal do Funchal
local
Museu Henrique e Francisco Franco e Capela da Boa Viagem
DURAÇÃO
22 23 de outubro de 2024
EQUIPA
Alexandre Delmar e Maria Ruivo
APOIO
Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC) da DGartes
AGRADECIMENTOS
Hélder Folgado, José Manuel Gomes, João Abel Escórcio, Ricardo Forte, José Feliciano Baptista, André Vieira, José Manica, Francisco Pargo, Xavier Castro, António Paixão, José Carlos Marques, Sílvia Silva, Rui Camacho, José Camacho, Tomás Camacho, Teresa Camacho, D. Benvinda, Sandra Cardoso e Rui Dantas (A Biqueira), Sr. Heliodoro, Irina Andrusko (Enfia o Barrete), Museu de História Natural, Sónia Marques (Tratuário).
Sinopse do projeto
“Descer o monte” é uma instalação comestível, narrada em 4 atos, que pretende pensar a alimentação e a oralidade enquanto lugares de conhecimento, resiliência e afetividade.
Em relação estreita com a exposição “Dois tons de cinza” — realizada no âmbito do projeto ‘Semeadores’ [1] — e ao universo pastoril que Alexandre Delmar aí apresenta, A Recoletora convida-nos a transumar entre pastos e a conhecer diferentes ervas silvestres comestíveis, numa viagem ritualizada entre o ponto mais alto e a cota zero da ilha da Madeira. Exploram-se em paralelo conceitos de transumância, recoleção, herbalismo, autonomia alimentar, culinária de urgência e comensalidade (o ato de comer com outros).
À medida que a instalação vai ganhando forma, na cadência rítmica do “chamador”, contam-se histórias sobre usos e saberes relacionados com estas espécies vegetais, entrelaçadas com humanos e animais. No final, tem lugar o repasto à base de plantas espontâneas de várias altitudes, texturas e sabores, partilhado à volta de uma mesa invulgar.
[1] ‘Semeadores’ é um projecto da Câmara Municipal do Funchal, coordenado pelo Museu Henrique e Francisco Franco e pela Capela da Boa Viagem, com o Programa de Apoio da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC) da DGArtes. A exposição “Dois tons de cinza” insere-se nas linhas orientadoras do Eixo Interespécies, que se propõe explorar e questionar os fluxos entre os espaços rurais e urbanos, analisando as especificidades da paisagem e as relações entre as espécies animais e vegetais, estabelecendo simultaneamente uma ligação com a etnografia, a paisagem, a história e a cultura do arquipélago.







